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Ações da Gafisa têm queda de 1,37% na B3

12/02/2019 / Categorias Mercado imobiliário , Economia
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(Valor Econômico – Empresas – 12/02/2019)

Chiara Quintão

As ações da Gafisa fecharam o pregão de ontem da B3 cotadas a R$ 12,22, com queda de 1,37%. Na manhã de ontem, o grupo GWI divulgou que está tendo conversas com terceiros que podem resultar na venda total ou parcial de sua participação na Gafisa. A gestora possui 49,94% da companhia. No mercado, há questionamentos de quais serão os rumos da Gafisa, que vive um de seus momentos mais críticos, com endividamento elevado, atraso de obras e pagamentos a fornecedores, e imbróglio com a Polo Securitizadora.

Desde o fim de setembro, quando a GWI, gestora de Mu Hak You, assumiu o controle da Gafisa, as ações da incorporadora acumulam alta de 9,2%. No ano, há queda acumulada de 27,69% e, no mês, baixa de 13,33%. Segundo fontes, em setembro de 2018, o empresário Nelson Tanure conversou com Mu Hak You sobre a possibilidade de aquisição de sua fatia na incorporadora. Procurada pelo Valor, a assessoria de Tanure informou que não há qualquer negociação em curso com a Gafisa. A incorporadora não comenta o assunto.

Também ontem circularam informações de que Fábio Carvalho, novo dono da Abril, também estaria conversando com a incorporadora, mas a assessoria do empresário disse que a informação não procede. Comenta-se, no mercado, que a Gafisa possa ter de recorrer à recuperação judicial para fazer frente às suas dificuldades, mas a companhia tem informado que não considera essa opção.

Na sexta-feira, circulou a informação de que a Gafisa teria contratado a consultoria Álvares & Marsal, conhecida por assessorar empresas em processos de recuperação judicial. A Gafisa negou a contratação. Já a consultoria informou que não assessora a companhia em nenhum processo de reestruturação, mas deixou claro que seu grupo de situações especiais "avalia, de forma constante, oportunidades de diferentes setores com o objetivo de encontrar soluções e reunir potenciais investidores para situações que requerem o restabelecimento e a continuidade financeira de empresas e negócios".

Na quinta-feira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo administrativo para investigar o imbróglio da Gafisa com a Polo Securitizadora. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu duas liminares à Polo com determinação para que a incorporadora interrompa a emissão de boletos bancários para receber pagamentos de clientes em seu favor. Foi determinada também a restituição do dinheiro recebido indevidamente pela Gafisa.

Desde que assumiu a companhia, a nova gestão demitiu boa parte da diretoria e, nos 40 primeiros dias, cortou o quadro de funcionários pela metade. Em janeiro, o número de funcionários passou de 359 para 350. A Gafisa tem reduzido despesas com pessoal e revisado, cancelado e negociado contratos de marketing e tecnologia da informação. "Todas as ações de otimização de custos já implementadas desde o início da nossa gestão apontam uma economia total da ordem de cerca de R$ 110 milhões no ano", informou a companhia aos acionistas no dia 1º.

Uma das críticas do mercado à desaceleração dos lançamentos que tem ocorrido na nova gestão é que, desta forma, o ritmo de vendas é reduzido e fica difícil gerar caixa para fazer frente às dívidas. Em setembro, a Gafisa tinha alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido de 87,8%. Da dívida de R$ 960 milhões do fim do terceiro trimestre, R$ 706 milhões venciam até setembro de 2020. 

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